sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Compras: o que você pode precisar no 1º mês do bebê

O que é realmente necessário ter em casa para aquelas primeiras semanas do bebê? É claro que por milhares de anos crianças foram criadas sem fraldas descartáveis ou lençóis com elástico, mas não se pode negar que as conveniências da vida moderna facilitam, e muito, o dia-a-dia.

Resolvemos então perguntar a especialistas e conferir com pais e mães como você aquilo que pode ser necessário nessa fase. Apesar de as opiniões serem bem diversas, podemos todos concordar que uma criança precisa de alguns itens básicos, como um lugar seguro para dormir, fraldas e um "meio de transporte" apropriado para sair de casa e ver o mundo.

Isso, é claro, sem contar as roupinhas.

Aproveitamos também para perguntar às mães sobre aqueles objetos que tornam as primeiras semanas mais confortáveis e divertidas, apesar de não serem tão fundamentais. Não se preocupe de sair comprando tudo, já que você certamente ganhará muitos presentes ou poderá depois pedir alguma coisa emprestada, ou comprar de acordo com a necessidade.


Troca de fraldas

Algodão: Como a pele do recém-nascido é muito delicada, muitos pediatras recomendam que nos primeiros meses se use apenas algodão molhado com água morna para limpar o bumbum do bebê.

Creme antiassaduras: Uma camada fina de creme após cada troca ajuda a prevenir as temidas assaduras. Às vezes é necessário testar algumas marcas diferentes até descobrir uma que realmente funcione para seu filho, e que você goste.

Fraldas: Prepare-se porque a maior parte do seu tempo nessas primeiras semanas será dedicado à troca de fraldas. Geralmente, os recém-nascidos sujam no mínimo oito fraldas descartáveis por dia. Isso quer dizer que no primeiro mês o bebê vai gastar mais de 200 fraldas! Mas não vale a pena fazer grandes estoques de fralda descartável. Você vai precisar testar vários tipos de fralda para ver qual não vaza, não dá alergia, não aperta o bebê, e isso varia de criança para criança, e também muda conforme ela vai crescendo.

A fralda também pode ser de pano, lavada em casa. Devido principalmente a preocupações ambientais, há em muitos países uma nova onda de fraldas de pano. Elas são parecidas com as descartáveis, fechadas com velcro ou botão, e levam dentro uma faixa absorvente de tecido mais grosso (ou fraldas tradicionais dobradas). Também existe a opção de usar calças plásticas, sobre a fralda tradicional, presa com fita crepe.

Lenços umedecidos: Os lencinhos são uma espécie de coringa na hora da troca, principalmente fora de casa. Valem para limpar de emergência a mão da mãe que ficou suja ou o pezinho do bebê que encostou na fralda de cocô.

Lixeira: Enquanto o bebê só toma leite, o cheiro do cocô não é tão forte assim, embora tenha um aroma característico. Muitas mães acham prático ter uma lixeira no quarto, pelo menos para as fraldas só de xixi. Outra opção é ter saquinhos de plástico disponíveis para colocar as fraldas sujas e jogar no lixo de casa, se não der para levar até uma lata de lixo externa.

Lugar para a troca: Pode ser em cima de uma cômoda ou de uma bancada com um acolchoado plastificado para posicionar o bebê. Trocar em uma cama também dá certo, mas sempre há o risco (grande!) de uma sujeirada incontrolável no final, e de dor nas costas da mãe!

Potinho para água ou garrafa térmica: Se você tiver água quente na torneira do banheiro, pode colocar água morna no potinho cada vez que for trocar a fralda, para molhar o algodão que vai limpar o bumbum do bebê. Se não tiver, pode deixar uma água quentinha na garrafa térmica, perto de onde for fazer a troca. É melhor que a garrafa térmica seja daquelas de apertar, para você manuseá-la com uma mão só.

Sacola/bolsa para sair: Seja para a visita na casa de parentes ou uma simples ida ao supermercado, você vai precisar de uma sacola com algumas fraldas extras, creme antiassadura, lenços umedecidos ou algodão, além de roupinhas para trocas de emergência.

Capriche na escolha da sacola, porque ela vai ser parte do seu "figurino" por meses a fio. Não deixe de considerar também que ela seja prática, cheia de repartições e bolsos, impermeável e, se possível, que venha acompanhada de um trocador portátil. E lembre-se de que o papai vai ter de carregá-la também!

Cortador ou tesourinha de unha: Para a difícil tarefa de cortar as unhas do bebê, que crescem rápido! Você vai ter de cortá-las umas duas vezes por semana.

Sono

Berço: No começo, é perfeitamente possível abrir mão do berço e colocar seu recém-nascido para dormir em um cesto, moisés ou até no carrinho, se ele deitar. Mas depois de um tempo não vai ter jeito: ele precisará de um espaço maior para rolar de um lado para o outro e se esticar. Certifique-se de que o berço seja fabricado conforme as especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para itens infantis.

Colchão: Ele deve ser firme e com densidade apropriada para o peso de crianças pequenas. Alguns fabricantes têm colchões com um dos lados plastificados para proteger o tecido de acidentes. Se o que você comprar não tiver, procure então um protetor impermeável de colchão para colocar entre ele e o lençol.

Lençóis: Tenha pelo menos três lençóis de baixo (com elástico para facilitar) para não ficar na mão se o bebê se molhar inteiro no meio da noite -- o que será fatal de acontecer. Não se preocupe com fronhas por enquanto. No primeiro mês, o jeito mais seguro de o bebê dormir é sem travesseiro nem cobertas, portanto ainda não precisa ter jogos de berço completos.

Mosquiteiro: Serve para proteger o bebê de picadas de insetos em uma fase em que ainda não podem usar repelentes. Use se houver muitos mosquitos na região em que você mora.

Hora do banho

Banheira de plástico: As opções de banheirinhas infantis são bastante variadas quanto a tamanho, acessórios e preços. Se você comprar um modelo que tenha suporte para que a banheira fique mais ou menos na sua altura, suas costas agradecerão. Muita gente hoje em dia também tem optado pelos baldes, porque seriam mais acolhedores para os bebês, lembrando um pouco o ambiente do útero materno.

Sabonete e xampu neutros: Muitas marcas têm sabonetes para bebês que já são feitos para o corpo todo, inclusive o cabelo. O essencial é usar um produto destinado para bebês, porque eles têm a pele muito sensível e suscetível a irritações e alergias.

Toalhas com capuz: Não há nada mais gostoso que enrolar o bebê limpinho, depois no banho, numa toalha macia. Alguns fabricantes oferecem toalhas com capuz e forro de tecido de fralda por dentro, para ajudar a secar melhor. Dependendo do clima do lugar onde você mora, três são suficientes. Em locais mais frios e úmidos, talvez seja melhor ter quatro.

Passeios

Cadeirinha do carro: De acordo com a legislação brasileira, agora é obrigatório usar cadeirinhas de carro para transportar bebês e crianças até 7 anos e meio. Isso quer dizer que, assim que você sair do hospital ou maternidade, seu filho já precisará ser colocado em uma. Para recém-nascidos, há a opção de cadeirinhas tipo bebê-conforto, que muitas vezes se acoplam ao próprio carrinho, ou poltronas reversíveis, com uso mais duradouro.

Canguru ou sling: Recém-nascidos adoram o contato próximo com o corpo dos pais. Isso porque o calor do seu corpo e as batidas do coração funcionam como o melhor calmante do mundo para eles. Outra vantagem de cangurus e slings é deixar suas mãos livres para outras coisas. Não é um item indispensável, mas muitos pais e mães se adaptam muito bem a ele.

Carrinho: Para quem for usar bastante nessas primeiras semanas, o ideal é ter um carrinho que se incline até uma posição quase deitada. Bebês não devem ficar com as costas erguidas até mais ou menos uns 3 meses, quando os músculos do pescoço já tiverem mais desenvolvidos.

Quando for comprar o carrinho, procure um que tenha rodas mais largas, cinto ajustável, seja fácil de abrir, fechar e manobrar. E que seja compatível com o seu nível de força para pôr e tirar do carro, se você tiver (pois você vai ter de fazer isso incontáveis vezes). Leia mais sobre os tipos de carrinho.

Acessórios

Abajur ou luz de tomada: Uma luz bem suave que pode ou não ficar acesa a noite toda ajuda na hora de amamentar ou trocar fralda quando o bebê está praticamente dormindo (assim como você!).

Babá eletrônica: A babá eletrônica é especialmente útil para quem mora em um local grande, ou sobrado. Alguns pais, porém, acabam acordando demais com qualquer barulhinho do bebê, e preferem desligar o aparelho. Quem mora em casas e apartamentos menores muitas vezes nem sente necessidade do acessório.

Chupetas: Por mais que você seja contra, não custa nada ter ao menos uma em casa se mudar de ideia no meio de uma choradeira sem fim. O ato de chupar acalma o bebê, e muitas vezes aquilo que parece uma vontade constante de mamar nada mais é do que necessidade de sugar alguma coisa.

Cueiro (4): Esse versátil pano serve tanto para enrolar seu bebê daquele jeito à moda antiga, tipo charutinho, como para cobrir as pernas dele no carrinho se estiver mais fresquinho ou ainda colocar no seu ombro para fazê-lo arrotar. É também um prático aliado para limpeza do leite que volta nas horas mais inesperadas. Serve também como lençol para o carrinho. Pode ser substituído por fraldas simples de pano.

Móbile: Pendure um móbile com todo o cuidado acima do berço do bebê e você se surpreenderá com as horas de entretenimento que ele vai oferecer para o seu filho. Para recém-nascidos, chamam mais a atenção móbiles feitos com cores fortes e contrastantes, de preferência que tenham branco e preto.

Música: Não precisa investir em nenhum aparelho de som sofisticado para ter uma gostosa música no quarto do seu filho na hora de dormir à noite ou simplesmente relaxar à tarde. É uma boa ideia incorporar a música à rotina da hora de dormir.

Alimentação

Almofada de amamentação: Esse tipo de almofada em formato de meia-lua ajuda a dar suporte para o bebê e para seus braços na hora de dar de mamar; depois, serve também para apoiar as costas do seu filho quando ele começar a aprender a sentar.

Babadores (4): Eles protegem as roupas de pequenas doses de regurgitação e daquela babação toda que acontece antes e durante o processo de dentição, que às vezes começa bem cedo.

Bombinha para tirar o leite: Se você amamentar, a bombinha vai proporcionar liberdade para extrair seu leite e guardar para dar depois. Em alguns casos, logo no primeiro mês, pode ajudar a incentivar a produção de mais leite.

E esse tipo de equipamento (que pode ser manual ou elétrico) não se destina só às mães que trabalham: a bombinha permite que seu parceiro ou a avó alimentem também o bebê e você possa sair um pouco ou simplesmente curtir umas horas a mais de sono durante a noite.

Não precisa comprar com tanta antecedência. Mas, assim que pegar o jeito da amamentação, decida se vai querer uma e já vá treinando seu uso.

Mamadeiras e bicos: Mesmo que planeje só dar leite materno, você pode ter em casa algumas mamadeiras e bicos para quando quiser ordenhar o leite, ou para usar mais para a frente. Se por algum motivo seu filho for ser alimentado exclusivamente com fórmula, você vai precisar de mais mamadeiras (vai sujar cerca de 10 mamadeiras de 120 ml por dia).

Fórmula artificial: Para o caso de a mãe não poder ou não conseguir amamentar. Não vale a pena comprar com antecedência. Há inúmeras opções de fórmulas infantis, mas elas são receitadas pelo pediatra. Um bebê que seja alimentado só com fórmula vai consumir entre 5 e 8 latas (400 g) no primeiro mês, e esse número aumenta para até 10 latas por mês nos meses seguintes. Os preços variam bastante entre farmácias e supermercados, portanto é importante pesquisar.

Esterilizador de microondas ou panela grande para esterilizar mamadeiras e chupetas.

Para a mamãe

Absorventes para calcinha: Deixe comprados, antes do parto, dois pacotes de absorventes noturnos e de tamanho grande para dar conta do sangramento natural que ocorre depois do parto, e que dura, geralmente, duas a três semanas.

Absorventes para seios: Colocados dentro do sutiã, esses absorventes ajudam a manter suas roupas secas e sem manchas entre as mamadas.

Concha para seios: Também dentro do sutiã, ajudam a formar o bico e a manter os mamilos arejados, se eles estiverem rachados. Há modelos que recolhem o leite que vaza num seio enquanto o bebê mama no outro.

Pomada contra rachaduras nos mamilos: Existem pomadas, como a de lanolina pura, que podem ser aplicadas nos mamilos para ajudar na cicatrização se eles estiverem rachados. Você pode perguntar sobre esse tipo de pomada na maternidade. É uma substância segura para o bebê.

Sutiãs de amamentação (2, para começar): Como a gravidez muda o tamanho e o formato dos seios, vale a pena comprar os sutiãs de amamentação mais no finalzinho e conferir se não precisarão ser trocados para servir melhor. Lembre-se de que, cheio de leite, o peito pode aumentar ainda mais.

Procure sutiãs de algodão e que não tenham aqueles ferrinhos de sustentação por baixo. Alguns modelos têm abertura parcial e outros, total, então experimente um tipo de cada vez para ver se vai se adaptar bem, antes de comprar vários.

Como cuidar dos órgãos genitais do bebê

Como devo cuidar do pênis do bebê?

Há certa controvérsia nesse assunto. Em princípio, não é necessário puxar a pele do prepúcio, aquela pelinha que cobre a cabeça do pênis (a glande), nas trocas do bebê. Muitas vezes essa pele fica grudada na glande, e só vai desgrudar naturalmente depois de meses -- ou até anos. Você pode abrir um pouco durante o banho, para limpar, mas o mais seguro é não forçar.

Alguns pediatras, no entanto, acham que é bom ir puxando a pele, fazendo "exercícios" para ela se soltar, e há aqueles que recomendarão o descolamento, feito no consultório mesmo, com a realização posterior dos "exercícios" para não haver nova aderência. Mas a tendência mais atual é a de não mexer na pele.

De qualquer forma, ainda será cedo para pensar em fimose -- a questão da necessidade de cirurgia só deve ser abordada na época em que a criança sai da fralda. Converse bastante com o pediatra e tire suas dúvidas.

Uma curiosidade: você talvez se surpreenda de ver seu bebezinho com uma ereção. Provavelmente isso não será surpresa nenhuma para seu companheiro. Bebês e crianças têm ereções espontâneas. Por isso às vezes o xixi pode vazar mais na fralda de meninos que de meninas.

Não se esqueça de sempre cobrir o pênis do seu filho com uma fralda de pano dobrada ou um paninho durante as trocas de fralda, para não levar um banho de xixi.

Se seu bebê fez a circuncisão (cirurgia que retira o prepúcio) logo depois de nascer, por motivos religiosos ou por recomendação médica -- há especialistas que acreditam que homens circuncidados estão menos sujeitos a infecções e problemas --, não é preciso nenhum cuidado especial, além da limpeza normal com água e sabonete neutro no banho e do uso de eventuais pomadas cicatrizantes ou antimicrobianas receitadas pelo médico.

Por alguns dias, depois da cirurgia, o pênis pode ficar vermelho, e até apresentar uma secreção amarelada. Não é preciso se desesperar, trata-se do progresso normal da cicatrização. É raro a circuncisão (também chamada de postectomia) infeccionar, mas, se isso acontecer, os sinais serão vermelhidão intensa e persistente, inchaço e feridas amarelas com líquido. Se você perceber esses sinais, procure o médico.

Como devo cuidar da região vaginal da minha filha?

Com um algodão úmido ou um lenço umedecido, limpe a área sempre no sentido de frente para trás, para não levar bactérias do ânus para a vagina. Pode ser que a vagina dela esteja meio inchada e vermelha, e que haja uma secreção transparente, branca ou até com um pouco de sangue.

Isso é normal nas primeiras semanas, e acontece porque ela foi exposta aos seus hormônios femininos durante a gravidez. Se os sintomas persistirem depois que ela tiver um mês e meio, converse com o pediatra na consulta mensal.

Pais: como se envolver e criar vínculos com o bebê

O tão esperado bebê finalmente chegou e agora você quer ser um daqueles pais bem envolvidos na criação dos filhos. O problema é que nestas primeiras semanas, quando o bebê praticamente só mama e dorme, às vezes fica difícil saber por onde começar.
Aguente firme! Com o tempo, você e seu filho vão desenvolver uma relação muito especial e única, tão vital quanto a da mãe com a criança.

Enquanto isso, leia a seguir algumas dicas sobre o que fazer para evitar aquela terrível sensação de "vela" ou de não ter importância dentro da própria família:

Informe-se: Já reparou na pilha de livros e revistas sobre gravidez e bebês em cima do criado-mudo da sua mulher? Não faça cerimônia, pegue um e comece a ler.

Outro bom jeito de aprender as coisas é sair com amigos e parentes que já tenham filhos, para ver como lidam com eles. Acredite: esse negócio de bebê não é nenhuma física quântica, mas requer investimento pessoal e dedicação.

Pratique: Ao contrário do que muita gente gosta de dar a entender, não existe nenhuma intuição especial que diga para as mulheres o que fazer com um recém-nascido -- elas simplesmente aprendem na prática, do mesmo modo que os homens. Assim sendo, ponha a mão na massa, troque fraldas (de xixi e de cocô também!), dê banhos no bebê e faça o seu melhor para ajudar a confortá-lo quando ele estiver incomodado. Vai ser um pouco desajeitado no início, porém tenha certeza de que você pega o jeito.

Disponibilize seu tempo: Participar da vida do bebê não vai ser fácil se você nunca estiver por perto. Por isso, procure passar bastante tempo com ele quando volta do trabalho à noite e nos fins de semana. Coloque seu filho no carrinho e vá dar uma volta pelo bairro ou simplesmente ponha-o no colo e conte uma história (não, não é cedo demais) ou cante uma música (não, não precisa ser musiquinha infantil).

Assuma a responsabilidade: Muitas mulheres acham que não estarão sendo boas mães se não forem as únicas a alimentar, trocar, vestir e confortar o bebê 24 horas por dia. Mas é essencial para a sua formação de pai -- assim como para o bebê e para a própria sanidade mental da sua companheira -- que você assuma responsabilidades de vez em quando. Conquiste seu espaço, mesmo que sob protestos. Você não vai se arrepender.

Aguente firme: Às vezes nem é de propósito, mas as mães costumam minimizar as chances de sucesso dos pais ao interferir quando eles estão tendo certa dificuldade de fechar a fralda -- ou fazem cara feia pela forma como dão o banho. Se sua parceira criticá-lo, não seja grosseiro de jeito nenhum, mas deixe claro que é capaz de lidar com a situação, desde que ela lhe dê uma oportunidade de aprender.

Seja parceiro na hora das mamadas: Caso sua mulher esteja dando o peito, traga o bebê para ela na hora das mamadas, e se ofereça para arrotar. Uma vez que o aleitamento materno esteja bem estabelecido, procure dar uma mamadeira de vez em quando com leite tirado do seio. Você e o bebê terão assim momentos especiais juntos, e sua exausta mulher ficará grata por poder dormir um pouco mais.

Aposte no contato físico: Os pais interagem com os filhos de maneiras diferentes que as mães, e isso é perfeitamente normal. O modo de brincar mais físico dos homens é um excelente complemento ao jeito mais delicado das mães. Não tenha medo de brincar de "aviãozinho", "cavalinho" ou qualquer outra coisa que dê vontade (tomando, obviamente, os cuidados com o ainda frágil corpo do bebê). No entanto, esse tipo de brincadeira não é a única disponível aos papais: fazer carinhos também é ótimo!
 

É verdade que a fralda de pano está voltando à moda?


É importante trocar a fralda do bebê várias vezes ao dia, porque o acúmulo da urina e a presença das bactérias nas fezes podem irritar a pele e provocar assaduras.

A regra geral é fazer a troca a cada mamada, antes ou depois dela, dependendo do que funcionar melhor para vocês, e sempre que o bebê tiver feito cocô.

Se seu filho for daqueles que regurgita bastante, ou tiver refluxo gastroesofágico, procure não trocar a fralda logo depois da mamada, porque toda a movimentação pode aumentar a regurgitação.

Nesse caso, capriche na pomada antiassadura e espere mais um pouco para trocá-lo, mesmo que ele tenha feito cocô.

O esquema de troca a toda mamada não vale para a noite, porque é melhor deixar o bebê dormir (a menos que fralda tenha vazado e a roupa esteja molhada, ou que ele tenha feito cocô e estiver com a pele irritada).

Os bebês fazem cocô várias vezes por dia, e fazem xixi de hora em hora, ou em intervalos de no máximo três horas. (Leia mais sobre o cocô do bebê, para saber o que é normal e o que não é.) Nem toda criança reclama quando está molhada, por isso não espere o bebê se queixar para trocá-lo.

As fraldas descartáveis costumam absorver bem a umidade, por isso é difícil avaliar se elas estão cheias de xixi ou não. Experimente colocar o dedo (limpo) dentro da fralda mais ou menos a cada duas horas, para ver se ela não está molhada demais. Ou sinta se a fralda parece "pesada".

Do que vou precisar a cada troca de fralda?



Antes de começar, lave bem suas mãos e veja se tem à disposição tudo o que vai precisar:

• Um lugar seguro para fazer a troca, com um trocador impermeável, de fácil limpeza

• Uma fralda limpa

• Um saco ou uma lata de lixo para jogar a fralda suja

• Algodão e água morna ou lenços umedecidos

• Fita crepe, se você for usar fralda de pano (ou alfinetes de segurança, no método à moda antiga)

• Pomada contra assaduras

• Uma troca de roupa limpa à mão para o caso de a fralda ter vazado, ou de acontecer algum "acidente" no meio da troca

• Um brinquedinho para atrair a atenção do bebê

• Se seu filho for menino, uma fralda de pano dobrada para usar como "escudo" contra eventuais banhos de xixi no intervalo em que o pênis dele ficar descoberto.


Como se faz a troca?


Para a fralda descartável:

1 - Solte as fitas adesivas da fralda e as dobre sobre si mesmas, para não grudarem no bebê, mas ainda não retire a fralda suja.

2 - Levante as pernas do bebê e dobre a fralda para debaixo dele, aproveitando para tirar a maior parte do cocô com a própria fralda.

3 - Se for um menino, coloque uma fralda de pano dobrada (ou um outro pano ou toalha) sobre o pênis do seu filho, para evitar uma chuveirada imprevista.

4 - Limpe a parte da frente do bebê com um algodão embebido em água morna ou com um lenço umedecido. Nas meninas, limpe sempre da frente para trás, para não deixar as bactérias das fezes entrarem na vagina.

5 - Levante as pernas do bebê e limpe bem o bumbum dele.

6 - Tire a fralda suja debaixo dele e coloque a limpa. A parte com as fitas adesivas deve ir embaixo do bumbum do bebê. Tente deixar a parte entre as pernas bem esticada.

7 - Passe um creme antiassaduras na parte da frente e no bumbum. Esse tipo de pomada costuma ser grudento, então aproveite e limpe o seu dedo na própria parte de dentro da fralda, antes de fechá-la.

8 - Feche a fralda limpa com as fitas adesivas, deixando-a justa, mas não apertada. Se você colocar o pênis do seu filho para baixo, evita vazamentos por cima da fralda. Mas há meninos que se sentem mais confortáveis com o pênis para cima. Verifique os elásticos das pernas para ver se não estão dobrados para dentro.

9 - Enrole a fralda suja numa bolinha, feche com as fitas adesivas e a jogue no lixo, de preferência dentro de um saco plástico, se tiver cocô, para isolar o cheiro.

10 - Vista o bebê e lave bem as mãos. Pronto!

Quando você pegar prática, a troca vai virar uma coisa automática. E não vão faltar oportunidades de treinar, já que o bebê vai precisar de cerca de oito trocas por dia no comecinho.

É verdade que a fralda de pano está voltando à moda?


Em países desenvolvidos, alguns casais estão promovendo um revival das fraldas de pano, alegando que elas são mais baratas e não agridem tanto o meio ambiente quanto o plástico e os detritos das descartáveis.

Existem fraldas em formatos anatômicos, reutilizáveis, com estampas bonitinhas e que se fecham com velcro, que podem ser encontradas em alguns lugares do Brasil. Há quem afirme também que as fraldas de pano causam menos assaduras, e existem bebês que sofrem com alergias às fraldas descartáveis.

Se você considera experimentar as fraldas de pano, só precisa ficar mais atenta ao número de trocas, já que elas ficarão molhadas e poderão incomodar o bebê com muito mais frequência.

Quando o bebê vai encaixar???

Conforme o bebê vai crescendo, no fim da gravidez, o próprio formato do útero, além do fígado e dos intestinos da mãe, incentiva a parte do corpo dele mais próxima do colo do útero (normalmente a cabeça, mas às vezes o bumbum) a se encaixar na cavidade pélvica.

Isso pode acontecer já na 33a ou 34a semana, mas existe a chance de só ocorrer logo antes do trabalho de parto. O fato de o bebê ter encaixado cedo não significa que você vá dar à luz cedo. O mais comum é o bebê encaixar por volta da 37a ou 38a semana, mas esse processo também pode ser afetado por muitas outras coisas:

• Se você for adepta de atividades físicas e tiver músculos abdominais bem fortes, aumentam as chances de a posição do seu bebê ser ligeiramente diferente, o que dificulta um pouco que ele encaixe na sua cavidade pélvica. Para incentivar o bebê a encaixar, você pode relaxar os músculos da barriga, "estufando-a".

• Se você passa muito tempo sentada -- no trabalho ou no carro, por exemplo --, seu bebê tem mais chance de estar na posição posterior, ou seja, de costas para suas costas, olhando para fora do seu corpo. Nessa posição, é mais difícil para o bebê entrar na sua bacia.

Esse tipo de apresentação do bebê não é a melhor para um trabalho de parto eficiente, em parte porque a parte do corpo dele mais próxima do colo do útero fica alta por mais tempo. Você pode diminuir essa possibilidade inclinando-se um pouco para a frente quando se sentar, e manter os joelhos abaixo do nível do quadril. Assim, estará encorajando o bebê a virar de costas para você, como se ele olhasse para dentro da sua barriga.

• Se você já teve mais de um bebê antes, os músculos da sua barriga estarão mais flácidos, e o bebê vai conseguir mudar de posição com mais facilidade. Às vezes, em vez de ficar na posição longitudinal ("reta", na vertical), o bebê pode ficar atravessado na sua barriga (na posição transversa) ou inclinado (posição oblíqua).

Nessas posições, é menos provável que o bebê encaixe antes do início do trabalho de parto. Por isso, em segundas gestações ou subsequentes, a criança encaixa bem mais perto da hora do parto, às vezes só na hora mesmo.

• Se seu bebê for muito grande, ele pode só encaixar quando as contrações começarem.

• O formato da sua bacia também pode ser relevante. Às vezes a bacia é estreita. Nesses casos, pode demorar mais tempo para a parte do corpo de bebê que se apresenta primeiro encaixar, mas, quando isso acontece, o parto costuma ser rápido.

Como ter certeza se o trabalho de parto começou???

 

Como vou ter certeza de que o trabalho de parto começou?

O trabalho de parto é diferente de mulher para mulher, e é impossível determinar exatamente quando ele começa. Não é algo repentino; são várias mudanças fisiológicas que acontecem ao mesmo tempo no seu corpo para fazer com que você dê à luz.

Veja a seguir algumas coisas que podem ocorrer nas semanas ou dias que antecedem o trabalho de parto:

  • Seu colo do útero ficará cada vez mais fino e macio (ou "apagado", como dizem os médicos) e dilatado -- até 10 centímetros. Isso é determinado pelo exame de toque feito pelo obstetra ou pela enfermeira. Mas pode haver dilatação sem que o trabalho de parto comece de verdade.
  • As contrações acontecem em intervalos regulares e cada vez mais curtos, ficando mais intensas conforme o tempo passa.
  • Você pode ter dor na região lombar das costas, muitas vezes acompanhada de uma cólica parecida com a pré-menstrual.
  • Você pode notar uma secreção de muco amarronzada ou com traços de sangue, o chamado "sinal". Se seu tampão de muco, que cobre o colo do útero, sair, o trabalho de parto pode ser iminente -- ou pode demorar mais uns bons dias. De qualquer jeito, é uma indicação de que as coisas estão caminhando.
  • Sua bolsa rompe. Mas você só estará em trabalho de parto se as contrações também estiverem presentes. Caso você não tenha contrações mesmo depois do rompimento da bolsa, você provavelmente terá que passar por uma indução ou uma cesariana depois de algumas horas, já que o bebê corre mais riscos de contrair uma infecção sem a proteção do saco amniótico contra germes.

Quando devo procurar o médico?

Você e seu médico já devem ter conversado sobre quando você deve avisá-lo se achar que está em trabalho de parto. Mesmo se você não tiver certeza, não fique com vergonha de ligar e perguntar. Os médicos estão acostumados com esse tipo de telefonema por parte de mulheres que não sabem ao certo se a hora está chegando e precisam de orientação -- faz parte do trabalho deles.

O mesmo vale para os profissionais de um posto de saúde ou hospital público. Saiba para onde deve ir na hora em que achar o bebê está para nascer.

E o fato é que o médico já consegue saber bastante coisa apenas pelo tom da sua voz, portanto esse tipo de comunicação só tem a acrescentar. Ele vai querer saber de quanto em quanto tempo as contrações estão acontecendo, se você consegue andar enquanto está tendo uma contração e todos os outros sintomas que você possa estar sentindo.

Alguns médicos pedem que a mulher tome um medicamento contra cólicas ou um banho morno, para ver se as contrações diminuem. No trabalho de parto verdadeiro, elas dificilmente diminuem com essas medidas.

Se sua bolsa estourar, ou se você desconfiar que está perdendo líquido amniótico, fale com o médico.

Para saber se está ou não perdendo líquido amniótico, coloque um absorvente limpo e depois de meia hora observe se ele está seco, úmido ou encharcado. Essa informação será importante para o médico.

Também não deixe de avisar se você acha que o bebê está se mexendo menos que de costume (se não der nenhuma mexidinha em duas horas) ou se tiver algum sangramento vaginal (que não seja um pouco de muco com traços bem pequenos de sangue), ou se tiver febre, dor de cabeça muito forte, perturbações de visão ou dor abdominal.

O BabyCenter tem uma lista de outros sintomas da gravidez que você não deve ignorar, no caso de você estar preocupada com alguma outra coisa.

O que devo fazer no comecinho do trabalho de parto?

Isso depende de você, da hora do dia e do que você estiver sentindo. Procure se manter calma e relaxada para ajudar na evolução do seu trabalho de parto e das contrações. Faça o que for mais gostoso para ficar tranquila.

Alterne entre caminhadas e um pouco de descanso, ou tome uma chuveirada morna para aliviar o desconforto. O descanso é bom para poupar o corpo do trabalho que o espera. Coma ou beba alguma coisa leve se tiver fome, pois no hospital você pode ser colocada em jejum.

É possível ter contrações e não estar em trabalho de parto?

Sim. Você pode estar com o chamado falso trabalho de parto se seu colo do útero não estiver dilatando (o médico pode confirmar isso com um exame), se as contrações forem irregulares e não forem ficando cada vez mais fortes ou se a dor que você sente na barriga ou nas costas melhorar logo, com um banho morno ou uma massagem.

Não é nada impossível ter contrações por três dias seguidos e mesmo assim não estar oficialmente em trabalho de parto. Se as contrações vierem em intervalos de cinco minutos, depois sete, depois oito, depois cinco, depois oito de novo, é provável que o corpo esteja só treinando. Arme-se de paciência e acompanhe as contrações, até elas pegarem ritmo e força.

Dá para saber se o trabalho de parto vai acontecer logo?

Às vezes. Embora você não saiba de nada, seu corpo começa a se preparar para o parto cerca de um mês antes de o bebê nascer. Quando o trabalho de parto de verdade começa, em muitas mulheres o colo do útero já tinha começado há tempos a dilatar e afinar.

Também são sinais da aproximação do trabalho de parto:

  • O bebê encaixa (a barriga fica mais baixa)
  • Aumento na secreção vaginal
  • Aparecimento de um "sinal" (uma secreção mucosa amarronzada ou com traços de sangue)
  • Contrações de treinamento mais frequentes e mais fáceis de notar

32ª semana de gestação

 

Como seu bebê está crescendo

Se você está esperando um menino, os testículos dele já devem ter descido até o saco escrotal. Às vezes, quando o bebê nasce, um dos testículos (ou os dois) não chegou à posição definitiva, mas não há razão para se preocupar.

Os casos de criptorquidia (testículos que não desceram) costumam se corrigir sozinhos até a criança completar 1 ano de idade.

O bebê está ocupando quase todo o espaço da sua barriga, mas isso não quer dizer que ele fique menos ativo. Talvez você tenha ouvido dizer que os bebês se mexem menos no final da gravidez, mas não é verdade. O que acontece é que os movimentos ficam diferentes.

Se você achar que o bebê está quietinho demais, coma alguma coisa doce e deite-se. Se mesmo assim passarem algumas horas e você não sentir movimento, procure o médico. Normalmente não é nada, mas é melhor verificar.


Clique aqui para ver uma imagem do seu bebê.


Obs.: Segundo os especialistas, cada bebê se desenvolve em seu próprio ritmo, até dentro do útero. As páginas de desenvolvimento fetal têm o objetivo de dar apenas uma ideia geral de como o bebê cresce durante a gravidez.



Como fica sua vida

Você deve estar engordando cerca de meio quilo por semana, e mais ou menos metade disso vai direto para o bebê. Está preocupada com o aumento de peso? Use a calculadora de ganho de peso na gravidez para saber se você engordou muito ou pouco.

A quantidade de sangue que circula no seu corpo aumentou muito: está 40% a 50% maior do que era antes da gravidez. Esse sangue compensa eventuais perdas que aconteçam na hora do parto. Por causa desse sangue todo, às vezes aparecem sangramentos chatos nas gengivas e pelo nariz.

À medida que a barriga cresce, seu centro de equilíbrio muda. Fica muito fácil perder o equilíbrio, cair ou trombar nas coisas. A coluna também sofre. O alongamento ajuda a aliviar a dor nas costas.

Uma dor chata na virilha, no quadril ou no osso púbico pode ter aparecido (ou piorado!).

As contrações de treinamento podem surgir com mais frequência. Sempre que sentir uma muito perto da outra, procure ir ao banheiro fazer xixi e tomar um copo de água. São medidas que costumam ajudar.

- Confira seu calendário do bem-estar para esta semana


Definição do nome

O nome do bebê já está escolhido? Ou ainda há alguma dúvida? Às vezes o nome é decidido bem no comecinho da gravidez e, quando vai chegando a hora de o bebê nascer, os pais descobrem que enjoaram do nome, ou que ele ficou comum demais.

Se você quer um nome mais original, é bom dar uma olhada em quais são os nomes da moda no Brasil, porque outras pessoas podem estar exatamente com a mesma ideia que a sua.

Confira o significado do nome que você escolheu, decida como vai escrevê-lo e leve em consideração nossas dicas para a melhor decisão.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

De filho único a irmão mais velho

Filho único é aquele que, por algum tempo, pode desfrutar o amor e a atenção dos pais, com exclusividade, como também a insegurança e falta de experiência da mãe no tocante aos cuidados básicos exigidos por um bebê.
A espera de um irmãozinho traz consigo a necessidade de dividir o que era só seu com um ser que lhe é totalmente estranho, não desejado e ainda ter que ser condescendente com os "caprichos" do recém-chegado.

A rivalidade e o ciúme fraterno coexistem em todos os lares, porque não tem a ver com a qualidade ou quantidade de amor que lhe é dedicado, mas como a criança o percebe, ou seja, se lhe é suficiente e justo ou não, o que nem sempre condiz com a realidade dos pais. A criança sempre desejará ser a única na vida deles e um bebê só poria fim a seus ideais egocêntricos. Praticamente é assim que ela percebe a situação, variando apenas a força dos seus temores.

 Apesar de os pais amarem todos seus filhos, não é possível que seja da mesma maneira, visto que cada um é um ser individual e único, tem suas próprias características e necessidades, com maior ou menor intensidade.

Além disso, cada criança nasce em épocas diferentes da vida dos pais e a cada nascimento estão mais maduros, experientes e seguros dos cuidados básicos de um bebê. Estão em outro contexto de vida.

De qualquer forma, sempre haverá certo grau de sofrimento para o primogênito e que poderá se manifestar pela regressão, como por exemplo, voltar a falar como uma criança mais nova, solicitar o uso da chupeta, molhar a cama, ficar mais arredia ou querendo colo com maior frequência. Há de se ter compreensão e tolerância, mas sem perder o controle da situação, pois necessitará de adultos que possam conter suas emoções mais exacerbadas, uma vez que não está sendo capaz.

Para minimizar a crise que se instalou, convém que os pais adotem certas atitudes, tais como:

- ao tomar ciência da nova gravidez, contar ao filho independentemente de sua faixa etária, utilizando-se palavras de sua compreensão. Reassegure-o de seu amor por ele. Saber da notícia através dos pais, fortalece a confiança depositada neles.

- introduza-o na história da família sempre que possível, pois ele não tem noção de sua infância mais precoce, ou seja, de quando era bebê.

- esclareça que ele também chorava muito como o irmãozinho vai chorar, pois é sua única forma de expressão; muitas vezes o programa combinado terá que ser adiado como tantas vezes vocês, pais, fizeram, quando ele era pequeno. Mas que dará muitas alegrias como ele também dá.

- por volta da ida à maternidade, informe-o previamente com quem ele ficará, que poderá visitá-los se assim o desejar e que logo voltarão para casa para ficarem todos juntos novamente.

- não subestime a inteligência de seu filho ao lhe dar um presente, alegando que o bebê que trouxe para ele, pois a criança sabe que bebês não fazem compras.

Se o filho mais velho recebe amor, compreensão e atenção dos pais, bem como, se são priorizados o respeito e a disciplina na educação, haverá ciúme e rivalidade, porém de forma mais branda e controlável.

Lista da maternidade

A sacola da mamãe e do bebê devem ser preparadas desde o 7º mês de gestação

Sacola da mamãe

01 - pacote de absorvente próprio para o pós-parto
01 - chinelo de quarto
03 - jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a mamentação
06 - calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar
01 - cinta pós-parto
01 - roupa para o dia de alta
02 - sutiãs de amamentação
- protetores de seios
- máquina fotográfica (checar baterias e levar carregador)
- filmadora (checar baterias e levar carregador)
- produtos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas...

Sacola do bebê

01 - creme para prevenção de assaduras
01 - pacote de fralda descartável (tamanho recém-nascido)
03 - conjunto pagão com calça
03 - conjunto de lã de acordo com o clima
03 - macacão de recém-nascido
02 - lençol de bercinho
01 - manta (de acordo com a estação)
06 - fraldas de pano (brancas, sem pintura)
01 - escovinha macia para cabelos
02 - sapatinhos e luvas de lã (no frio)
- lembrancinhas
- enfeite de porta
Esta é a lista mínima, fica a critério de cada um o que desejar levar a mais.

Carro

Bebê-conforto (asssento para o bebê) - teste a instalação em seu carro assim que comprar.

Documentos

- RG da paciente
- Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação)
- CIC e RG do marido (ou acompanhante)
- Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar).

OBS.: Parto é sempre urgência. Caso você se apavore, já saiu de casa e depois viu que esqueceu tudo, relaxe. Vá em frente. Leve sua esposa até o hospital e converse com a recepção. Enquanto ela está sendo atendida e você está assinando uma nota promissória, por exemplo, e um pouco mais tranqüilo, você volta e busca o que esqueceu.